António Pinto Basto

António Pinto
Basto, nasceu a 6 de Maio de 1952 em Évora, e cedo demonstrou grande gosto
pela música em geral e, em particular, pelos cantos tradicionais e pelo fado
que, desde a adolescência, começou a cantar em festas particulares.

Entre 1970 e
1974, enquanto iniciava os estudos de engenharia no I.S.T. que, anos depois,
viria a concluir com êxito, gravou 3 E.P.'s com os quais confessa não ter,
agora, grande identificação uma vez que reconhece ter evoluído, bastante,
desde essa altura, na sua forma de interpretar o fado. De 1974 a 1988
assumiu não gravar, embora inúmeras oportunidades tivessem surgido, por
entender que o fado exige dos seus intérpretes mais do que a simples
intuição natural. Há que armazenar emoções. Foram anos de amadurecimento,
interiorização e prática constantes, durante os quais não deixou de se
apresentar em público, quer em Portugal quer nos E.U.A., Brasil, Espanha,
França e Angola e sempre com assinalável sucesso.
Em 1988 decidiu,
enfim, gravar; sentindo estar pronto para a grande prova, preparou com
invulgar profissionalismo o seu 1º L.P. Rosa Branca, que a PolyGram
editaria no final do ano. O êxito foi imediato e fulgurante, coroado por uma
"tournée" de mais de 120 concertos em 1989, no final do qual seria editado o
duplo L.P. Maria. O sucesso de críticas e de vendas repetir-se-ia.
António Pinto Basto venceu a prova a que decidira submeter-se, deixando
antever uma longa, sólida e brilhante carreira como cantor e compositor.

Em 1991 é
editado o seu 3º L.P. intitulado, Confidências à Guitarra. No
primeiro semestre de 1992 visita quatro continentes, levando-lhes o seu
fado: começa por Toronto, no Canadá, vai a Macau a propósito das
comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e a
sua estada é aproveitada para um concerto em Hong Kong, oferecido pelo
Cônsul de Portugal aos diplomatas locais. Daí segue para Angola, onde tem
mais que uma actuação e, retornado à Europa, vai até Sevilha para uma noite
de fados inserida no âmbito da Expo.92.

Ainda antes de
terminar o ano de 1992 e em consequência do êxito obtido da 1ª vez, volta ao
Canadá para quatro concertos e, de seguida, vai aos Estados Unidos efectuar
outro concerto, perto de Nova York e uma apresentação numa rede portuguesa
de T.V.. Fazendo um interregno em termos de gravações e passando por duas
experiências, com êxito, de produtor discográfico, a carreira de A.P.B.
prossegue sobretudo através dos espectáculos, quer por todo o país, quer na
T.V., quer no estrangeiro - novamente Canadá, África do Sul e Japão.
No final de 1993
a sua editora lança o CD Os grandes sucessos de António Pinto Basto,
compilação das anteriores três edições.
Em Outubro de
1994, um momento especial na sua carreira: é convidado pelo Instituto
Cultural de Macau para ser solista numa digressão que a Orquestra Chinesa de
Macau vai efectuar em Portugal. Esta Orquestra, para além dos músicos de
Macau, integra músicos oriundos de mais cinco orquestras chinesas (de
Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong) num total de 68 elementos. António Pinto
Basto interpreta dois fados acompanhado pela Orquestra Chinesa naquilo que
se pretendeu que fosse uma fusão das culturas Ocidental e Oriental. A
digressão, em Novembro, percorre algumas cidades de Portugal, incluindo dois
espectáculos em Lisboa, um no Teatro S. Luís incluído no âmbito de Lisboa
94, Capital da Cultura e outro, de gala, no Teatro Nacional de S. Carlos.
No seguimento
desta acção, é convidado a participar, como solista, no VI Festival de Artes
de Macau que decorre neste território, em Março de 1995. Neste mesmo mês
efectua dois, concertos em Goa, na Índia, com enorme sucesso.
No final deste
ano de 1995, lança uma videocassete intitulada António Pinto Basto em
Évora com alguns vídeo-clips e baseada, principalmente, num
concerto efectuado na sua terra-natal.
Em Dezembro de
1995, actua em Palermo, Itália, representando Portugal num Festival de
Música Mediterrânica. Ainda em Dezembro vai a Caracas, Venezuela, integrado
no grupo de artistas que realizam o espectáculo da Festa das Comunidades
Portuguesas promovido pela R.D.P.I.
No início de
1996 dá-se uma transferência de editora, passando para a BMG e, em Maio, é
lançado o CD Desde o berço seguido de um novo convite para actuar no
Canadá, desta feita num concerto promovido pela "Aliança dos Clubes e
Associações Portuguesas do Ontário" integrado nas comemorações do Dia de
Portugal. No final de 1996 tem a oportunidade de conhecer mais uma
comunidade de portugueses no estrangeiro, desta feita em Inglaterra,
realizando um espectáculo em Londres.
Maio de 1997: A
convite da Comissão Europeia e da Embaixada de Portugal em Ancara, efectua
dois concertos na Turquia, em Izmir e em Ancara, nas comemorações do Dia da
Europa.
Outubro de 1997:
Actuação em Bruxelas no Jantar de Gala integrado nas "Jornadas do Cavalo
Lusitano", seguindo para mais uma actuação no Canadá, desta feita na
reabertura da sede do "First Portuguese Club".

1998: Após uma
pequena digressão europeia, prepara uma semana de actuação na EXPO'98, em
Lisboa, bem como a experiência de produtor de espectáculos para cinco
semanas, no palco de Fado da referida exposição universal da capital
portuguesa, enquanto inicia os trabalhos relacionados com o seu próximo
disco.
Em 1999, a
destacar uma digressão pelo Norte da América, com actuações em Montreal,
Toronto no Canadá, num espectáculo organizado pela Embaixada de Portugal em
Newark, este organizado pelo Consulado desta cidade. Ainda em 1999, no
Brasil, apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro.
Já em 2000, a
convite de João Braga, integra o grupo "Land of Fado", que se apresenta no
auditório do NJPAC, em Newark, E.U.A Também neste ano recebe o honroso
convite da RTP para apresentar um programa semanal dedicado ao Fado, nos
canais RTPi e RTP África, intitulado Fados de Portugal.